POLÍTICA

    TSE determina que Flávio Bolsonaro apague vídeo manipulado sobre ato

    O ministro Marco Aurélio Belizze, do TSE, ordenou a remoção de conteúdos que utilizam imagens falsas para atacar manifestação de apoiadores de Lula.

    FONTE: G113 de outubro de 2026
    Flávio Bolsonaro durante evento político em São Paulo em notícia sobre manipulação de vídeo no TSE
    Reprodução: G1

    TSE determina que Flávio Bolsonaro apague vídeo manipulado sobre ato

    O ministro Marco Aurélio Belizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira (12) que o senador Flávio Bolsonaro (PL) remova de suas redes sociais um vídeo enganoso sobre a manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorrida no último domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo.

    Entenda a decisão do TSE sobre o vídeo falso

    A decisão judicial atinge não apenas o parlamentar, mas também o senador eleito Carlos Bolsonaro, o empresário Pablo Marçal e o deputado federal eleito Rony Gabriel. O magistrado estabeleceu um prazo de 24 horas para que as publicações sejam retiradas do ar. A Meta também foi notificada para remover conteúdos similares de perfis específicos.

    O conteúdo em questão utiliza imagens descontextualizadas para sugerir o uso de substâncias ilícitas por manifestantes petistas. Segundo o ministro, a prática configura uma “grave manipulação por descontextualização”. O magistrado enfatizou que a liberdade de expressão não ampara a disseminação de informações falsas que mesclam eventos reais com situações fabricadas.

    Como o vídeo enganoso foi desmascarado

    Conforme apurado pelo portal G1, o vídeo que circulou nas redes sociais já estava disponível na internet antes mesmo da realização do ato pró-Lula. As imagens mostram uma jovem inalando um pó branco em um ambiente externo, mas o registro original teria origem no Chile, associado a um contexto completamente diferente.

    Investigações indicam que o material foi compartilhado inicialmente por contas estrangeiras no X (antigo Twitter) na véspera do protesto paulistano. A estratégia de usar a desinformação na política brasileira tem sido alvo constante de monitoramento pela Justiça Eleitoral, que busca coibir o impacto de conteúdos artificiais no pleito.

    Limites da liberdade de expressão na política

    Na decisão, Belizze ressalta que críticas políticas são legítimas dentro do debate democrático, desde que não utilizem a manipulação de fatos como ferramenta de ataque. "A medida não impede críticas, opiniões ou publicações sobre a manifestação que não apresentem o vídeo anteriormente mencionado como registro do evento", esclareceu o ministro.

    O episódio reforça a necessidade de verificação de conteúdos antes do compartilhamento em redes sociais. Para consultar decisões oficiais e o andamento de processos eleitorais, o cidadão pode acessar o portal oficial do Tribunal Superior Eleitoral (tse.jus.br), onde estão disponíveis os registros de ações contra desinformação e fake news durante o período eleitoral.

    Fonte: G1 · publicado originalmente em 12/10/2026 às 19:39 (horário de Boa Vista).

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