NACIONAL

    Unicamp projeta expansão universitária aos 60 anos

    Aos 60 anos, a Unicamp planeja uma nova fase de crescimento com foco em medicina e direito, enquanto enfrenta um complexo processo de reestruturação financeira.

    FONTE: FOLHA DE S.PAULO04 de outubro de 2026
    Fachada do campus da Unicamp durante comemorações de expansão universitária em São Paulo
    Reprodução: Folha de S.Paulo

    Expansão universitária marca o sexagenário da Unicamp

    A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas do Brasil, completou 60 anos de história no dia 5 de outubro de 2026. Em um momento de celebração e reflexão sobre sua trajetória, que teve início em condições precárias em um antigo canavial, a universidade agora coloca em prática um ambicioso plano de expansão universitária para os próximos anos.

    O projeto estratégico, capitaneado pela atual gestão, prevê a abertura de novos cursos no interior paulista. Entre as prioridades, destaca-se a criação de uma Faculdade de Medicina na cidade de Piracicaba e a implementação de um curso de Direito no campus de Campinas. A iniciativa visa descentralizar o acesso à formação de excelência e atender demandas regionais crescentes.

    Como a reestruturação financeira impacta o crescimento?

    O sucesso desta expansão universitária está intrinsecamente ligado a uma profunda reestruturação financeira. Segundo dados reportados pela Folha de S.Paulo, a gestão da área de saúde da instituição, que absorveu R$ 1,1 bilhão do orçamento anual em 2025, é o ponto central dessa mudança. Para liberar recursos para novos investimentos, a Unicamp busca a criação de uma autarquia específica para gerir o complexo hospitalar, incluindo o Hospital de Clínicas, sob a supervisão da Secretaria Estadual de Saúde.

    O reitor Paulo Cesar Montagner defende que a medida é um "projeto de Estado". O objetivo é garantir a sustentabilidade financeira da universidade a longo prazo, permitindo que a verba institucional seja melhor distribuída entre a ampliação de vagas e a infraestrutura acadêmica. A proposta enfrentou resistência interna, sendo aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) em dezembro de 2025 com 41 votos favoráveis e 34 contrários.

    O futuro das universidades estaduais paulistas

    A Unicamp é atualmente a única das três universidades estaduais paulistas — ao lado de USP e Unesp — que mantém a gestão integral de sua área de saúde dentro de seu orçamento acadêmico. A transição para um modelo de autarquia, que segue aguardando o aval do governo estadual, é vista por especialistas como um divisor de águas para as finanças da instituição.

    Para estudantes, pesquisadores e a comunidade acadêmica em Roraima e no restante do país, o modelo adotado pela Unicamp pode servir de referência para a gestão de grandes centros de ensino que enfrentam pressões orçamentárias similares. A expectativa é que, com a organização financeira, a universidade consiga manter sua relevância científica e acadêmica pelas próximas décadas, consolidando a expansão universitária como um pilar de desenvolvimento para o estado de São Paulo e para o cenário educacional brasileiro.

    Fonte: Folha de S.Paulo · publicado originalmente em 04/10/2026 às 08:00 (horário de Boa Vista).

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