POLÍTICA

    Violência política marca reta final das eleições no Brasil

    Denúncias de agressões físicas, ataques a tiros e crimes de ódio ganham repercussão nacional após o segundo turno das eleições.

    FONTE: G127 de outubro de 2026
    Manifestantes ocupam as ruas em clima de polarização durante a violência política observada nas eleições de 2026 no Brasil.
    Reprodução/Internet

    A escalada da violência política no cenário nacional

    A reta final do processo eleitoral de 2026 foi marcada por uma série de denúncias de violência política em diversos estados do Brasil. A tensão entre grupos antagônicos, que apoiavam os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), resultou em episódios graves de agressões físicas, depredação de veículos, ataques a tiros e crimes de cunho racial.

    Ataques contra parlamentares e manifestantes

    Em Montes Claros, Minas Gerais, a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar um ataque sofrido pela vereadora Iara Pimentel (PT). No último sábado (24), durante uma carreata de apoio a Lula, o carro de som da parlamentar foi alvo de arremessos de garrafas e tijolos. A vereadora chegou a ser atingida no rosto e precisou de atendimento médico. Relatos indicam que os agressores utilizavam símbolos da campanha de Flávio Bolsonaro.

    Situação semelhante ocorreu em Santarém, no Pará, onde motociclistas foram cercados e agredidos por manifestantes que protestavam contra o resultado das urnas. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um condutor é derrubado de sua moto e tem sua bandeira partidária destruída.

    Casos de extrema gravidade em centros urbanos

    Em Santos (SP), um caso de grande repercussão envolve o engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos. Ele foi agredido por um grupo enquanto participava de um ato pró-Lula. O episódio foi transmitido ao vivo pelos agressores. A família confirmou a morte cerebral da vítima no domingo (25), e o caso é investigado pela Polícia Civil como latrocínio.

    Em Porto Velho (RO), a violência atingiu níveis críticos com disparos de arma de fogo contra veículos que comemoravam a vitória do candidato petista. Any Diuly Fogaça, filha do vereador local Everaldo Fogaça, relatou que o carro em que estavam foi alvejado enquanto esperavam a abertura do sinal de trânsito. Em Florianópolis (SC), um motociclista foi atropelado por uma viatura da Polícia Militar Rodoviária durante manifestações pós-eleitorais, incidente que também está sob apuração das autoridades.

    O papel das autoridades na investigação

    A diretoria da Polícia Federal, sob o comando de Andrei Passos Rodrigues, tem monitorado os casos de maior gravidade para garantir que os responsáveis sejam identificados. O cenário de polarização exige atenção redobrada das forças de segurança pública para evitar a escalada de crimes de ódio e garantir a integridade física dos cidadãos. As investigações seguem em curso em diversos estados, e denúncias sobre condutas criminosas relacionadas ao período eleitoral devem ser encaminhadas às delegacias de Polícia Civil ou instâncias federais competentes.

    Fonte: G1 · publicado originalmente em 27/10/2026 às 10:55 (horário de Boa Vista).

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